Publicado por: Gustavo Hofmann | 03/07/2009

FootSTAR de Salto Alto!

Detalhes, alertas e opinião sobre as novidades lançadas no Footstar para a décima temporada.

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“Monte sua empresa, calcule bem as finanças, contrate funcionários e se prepare para concorrer com outras companhias do mesmo ramo!” “Crie e remodele seu personagem -definindo sua aparência e a cor de seu relógio. Com ele, você pode viajar ao redor do globo, caminhar pela cidade, visitar seus amigos, dar uma rodada no shopping ou fazer compras nas lojas!”

Ao ler as descrições acima, pensa-se em jogos de economia, estratégia ou RPG. Vêm logo à nossas mentes games como The Sims, Popomundo, Second Life, Economy Manager ou mesmo SimCity – mas jamais imaginaríamos que um jogo de futebol fosse ter essas características. Eis que surge o FootSTAR, em que os jogadores de futebol têm toda uma vida fora dos gramados. Vida essa, diga-se de passagem, realmente à altura de uma estrela dos campos. São, afinal, cidades, namoradas, empresas, lotes privados, shoppings ou, até mesmo, cheirosos salões de beleza que fazem barba, escova progressiva e pintam o cabelo.

Após alguns anúncios prévios,  a administração footstariana lançou um novo pacote de novidades – cujo principais mudanças são:

- Aumento nas receitas: Visando melhorar a crise financeira que os clubes vinham passando – e, ao mesmo tempo, incentivar a criação de times juniores – , as receitas das equipes aumentaram. Os pagantes dos estádios irão render 20% a mais de receita – e o patrocínio também irá crescer de forma considerável (podendo até dobrar, dependendo do quanto as lojas lucrarem – veja a explicação mais abaixo). Esse novo patrocínio, no entanto, deve render 30% à menos àqueles que não tenham equipes juniores.

- Cartões: A partir de agora será – finalmente – possível que um jogador receba um cartão amarelo (vermelho não existe), seja expulso (com dois amarelos) de um jogo e/ou suspenso de mais de um.

- Eventos: Há novas opções de eventos de partida para os treinadores. Agora será possível trocar de jogadores e mover um jogador para outra posição de acordo com o resultado ou o tempo de jogo.

- Outras novidades: A influência do clima (sol, chuva, etc.) nas partidas e a melhoria de alguns visuais (uniforme, página da equipe, etc.) foram outras mudanças do pacote de novidades. Outra interessante é a possibilidade de criar um jornal (podendo ter imagens e várias páginas) dentro do jogo.

- Novos Rostos: Visual mais detalhado dos rostos dos jogadores. É possível que um jogador mude seu visual – cabelo, cor dos olhos, etc. – indo à um salão de beleza de sua cidade.

- Companhias: Será possível criar jornais ou/e lojas (podendo ser de luvas, chuteiras ou camisas) para contratar (e pagar) funcionários, anunciar propagandas, vender itens, lucrar (ou não) e, quem sabe, ser o grande lider de mercado e o “Bill Gates do Footstar”.

- Andar pela cidade: Agora o jogador pode passear pelos bairros e esquinas da cidade – podendo entrar em lojas e visitar seus amigos.

Curiosamente, dessas “sete novidades”, as três primeiras – que estão mais relacionadas ao jogo de futebol em si – foram as menos destacadas pelas comunidades e as três últimas – que nos levam à um jogo (que é de tudo, menos de futebol) dentro de outro jogo – são, de muito longe, as mais comentadas e aplaudidas pelos corredores footstarianos.

A possibilidade, em especial, de criar uma loja – empolgou bastante os brasileiros. Em dois dias de lançamento, já faz-se cálculos, previsões financeiras, especulações, sugestões e, até mesmo, uma federação especialmente para essa questão. Já foram praticamente 20 lojas inauguradas. E como pra criar uma loja é preciso ter um FAN-FS – há quem já fale em comprar um especifica ou principalmente para criar uma loja (como, por exemplo, Elton Albergaria e Clésio Nobre). Se um dos objetivos era esse (de tornar o FAN-FS mais atraente) – ao menos inicialmente deu realmente muito certo.

“Estou querendo me aventurar no mundo dos negócios. Achei bem legal essa história de lojas. E tambem para começar a analisar os jogos e ver se consigo entender um pouco do motor para um dia eu montar uma equipe.
Mas minha idéia principal mesmo é tentar fazer esse negocio de loja funcionar.”, diz Clésio Nobre.

O alívio econômico

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Além da maior receita com o público, uma inédita (e pequena) roda econômica deve girar pelo Footstar. E é bem simples de se entender:

-> 40% dos lucros das lojas (que são conseguidos, vale lembrar, através e vendas) – além dos pagamentos nas compras de novos lotes – irão para a cidade dessas lojas. Quanto mais dinheiro uma cidade tiver – sendo que, de acordo com o movimento do mercado (e consequentemente os lucros das lojas), pode variar de semana pra semana -, maior será o patrocínio municipal de cada equipe. Ao mesmo tempo, por outro lado, maiores serão as despesas das lojas.

-> Esse patrocínio municipal será uma espécie de “receita instável” dos clubes. Na verdade, o outro patrocínio (o que já existe desde a primeira temporada) continuará existindo exatamente da mesma forma – e a receita dele será sempre previsível. O patrocínio municipal será uma outra receita, mais independente e muito menos previsível. Em suma, as chances de uma equipe sair perdendo (ou, melhor dizendo, não sair ganhando) com essa implementação, são irrisórias – e a questão parece ser mesmo o tamanho do ganho.

É necessário, entretanto, ter muita cautela nesse provável futuro de mais dinheiro no bolso. Evitar que a inflação cresça demais – já que inevitavelmente vai aumentar – é um passo fundamental a ser tomado pelas equipes. Para isso, não esbanjar o caixa com salários absurdos ou compras muito caras é o caminho ideal para que, no futuro, o Brasil não passe mais uma vez pela dolorosa carência financeira que vários times de diversos países do mundo passaram ao longo das últimas temporadas. Tentar manter os padrões atuais (se preciso, até diminuíndo-os) é, sem dúvidas, o passo mais indicado para todos os times.

Um outro detalhe muito importante é – por mais que por seguidas semanas ele venha alto – não contar com um bom patrocínio municipal. Se o patrocínio vier, por exemplo, pela faixa dos 130 mil reais, é sempre de bom grado que pelo menos metade desse dinheiro não faça parte do planejamento orçamental da equipe. Afinal, nunca se sabe se “amanhã” o mercado vai piorar e o patrocínio ter um elevado declínio. É preciso estar sempre preparado e devidamente previnido para casos como esse.

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Apesar de serem mudanças que, de fato, melhorem, dinamizem e animem o Footstar, não deixam de ser um pouco desfocadas para um manager que propõe em sua página inicial um jogo de futebol. Distraem os entendiados, “prendem” os desanimados no jogo e atraem mais usuários com FAN-FS – o que é sempre bom.

Diretamente, contudo, seria mais fácil e convencional simplesmente aumentar um pouco o valor dos patrocínios. Criar cidades inteiras para isso – com economia, comércio, empresários (ou jogadores?) e bairros – pode até ser divertido, mas não deixa de ser um pouco exagerado e, no caso da gestão de lojas, até irrealista (afinal, somos – ou éramos pra ser – jogadores de futebol e não empresários que pensam em números, cálculos, projetos econômicos e na “cotação das bolsas”).

As novas faces dos jogadores – que também ganharam um belo destaque – podem até ser bonitinhas, bem feitas – mas, convenhamos, não seria mais prático se o jogo fizesse uma fusão com o The Sims ou o Popomundo? Essa parte mais pessoal (que não deixa de tentar simular uma vida) do jogador, pode até ser engraçadinha – porém, concordemos, rendeu muito tempo para a elaboração, não adiciona nada de realmente importante ao jogo e, em breve, vai fatalmente se desgastar (já que não é nada de extraordinário).

Embora algumas tenham vindo acompanhadas de enfeites e embalagens desnecessários (alguns até interessantes, mas ainda assim sem necessidade), as mudanças foram, sem dúvida alguma, bem acertadas  – e só tendem a tornar o jogo melhor, mais dinâmico, atraente e como uma “grade” ainda mais firme – que nos prende em uma divertida e empolgante “cela”, de onde costuma ser difícil de “escapar”. É, mais do que nunca, o FootSTAR - e, com iniciais maiúsculas, de cachecol, óculos escuros e Salto Alto!

Que venham então, para a temporada 11, as lesões, os campeonatos internacionais e, quem sabe, um sistema personalizado e mais interessante de votação.

Por Atilio Carmona

Imagens: Fernandão Conde


Respostas

  1. e não se esqueça das enquetes

  2. Matéria rox d+! :D
    Abssssssssssssssss

  3. E diria o velho João da Mente:

    “Antes o dinheiro para nada servia…
    …agora ele serve para ser perdido!”

  4. A materia perfeita, otima…

    Agora ja essa novidades, cada uma pior que a outra!!!LIXO…


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